Passava pelas ruas da cidade a noite sem destino.. apenas passeando, experando, observando e aprendendo pois é algo que sempre faço em busca de inspiração, me deparei em um bar onde tocava a melodia que comento a seguir, mas antes devo confessar que fiquei completamente interessado e fascinado por seus versos, tanto que fui até o bar para perguntar o nome da músca “messalina blues” era esse o nome. De posse desse dado e após rápida pesquisa na internet consegui adquirir 4 cds entitulados blues popular brasileiro onde constava a faixa “Messalina Blues” de uma banda Chamada “Madame Satan”.
Incrivel o poder de alguns nomes, madame satan era um malandro carioca e homossexual que viveu na decada de setenta e que ficou conhecido por andar sempre com uma navalha e imortalizado no filme de mesmo nome...
Mas a musica messalina blues... ual... nossa... a vóz forte da vocalista, as batidas fortes e ritmicas que não deixam nada a desejar e os versos meu Deus só ouvindo e lendo para ter a mais clara noção do que é este som...
Engraçado e triste (se posso usar este paradoxo), é o fato de que tais culturas não são populares e no intuito de levá-as ao maior numero de pessoas eu gostaria de postar esta que para mim já se tornou um dos poucos ícones da musica brasileira e espero que um dia seja popular....
Deixo-os agora com Messalina Blues
Luzes acesas
Girando enfeitadas
Fadas dominam a noite
Tão belas inebriadas
Vivem o lado escuro
Que é tudo que procuro pra mim
Algumas noites assim as coisas não são ruins
Vai Diana
Abre e fecha a porta
Vadiando e odiando tudo
À sua volta
Marcas vermelhas
No peito encravadas
Olhos, espelhos que vêem em si o seu maior legado
É o frio que te dá alguma coisa
Pra continuar e ir
Algumas noites assim as coisas são tão ruins
Vai Diana
Abre e fecha a porta
Vadiando e odiando tudo
À sua volta
Vai Diana
Desce o ferro e mostra...
Vadiando e odiando tudo
À sua volta
Luzes acesas
Girando enfeitadas
Fadas dominam a noite
Tão belas inebriadas
Vivem o lado escuro
Que é tudo que procuro pra mim
Algumas noites assim as coisas não são ruins
Vai Diana
Abre e fecha a porta
Vadiando e odiando tudo
À sua volta
Marcas vermelhas
No peito encravadas
Olhos, espelhos que vêem em si o seu maior legado
É o frio que te dá alguma coisa
Pra continuar e ir
Algumas noites assim as coisas são tão ruins
Vai Diana
Abre e fecha a porta
Vadiando e odiando tudo
À sua volta
Vai Diana
Desce o ferro e mostra...
Vadiando e odiando tudo
À sua volta
Sejam Bem Vindos à Sala 106. Aqui Você encontra opiniões dos moderadores sobre assuntos aos quais ninguém dá muita bola, mas que mesmo assim são extremamente importantes ou não, logo tome assento, sinta-se a vontade e boa leitura.
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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Animais
“Eu vi os animais descendo a rua
Ouvi seus cantos descendo a rua
Eu vi que os animais carregavam
Bandeiras
Eu vi que os animais se julgavam
Humanos”
Chamamo-nos de humanos, como a maior qualidade do universo, dizemos racionais como nossa maior conquista, nós chamamos de tecnologia toda a nossa irracionalidade e falta de consideração com o ambiente em que vivemos e com as outras criaturas com as quais deveríamos dividir o espaço. Caçamos matamos e desmatamos sem consciência de que ao esgotarmos os recursos naturais do planeta, fatalmente sofreremos as conseqüências. Enfim vivemos não como animais, pois esses só caçam aquilo que vão comer e/ou que ameaçam seus ninhos/filhotes, vivendo em harmonia com a fauna e a flora a seu redor.
“Ouvi ao longe
O salto da fera
A fera entre os animais
E o perigo tão perto
A fera desejou o fim dos animais
A fera atacou com fome voraz
Animais Animais Animais”
Com nossas armas de fogo com nossos carros aviões trens precisamos de mais espaço, com nossas casas condominios predios tecnologias precisamos de mais espaço; com nossos móveis aguas limpas materiais plasticos e afins precisamos de mais espaço, então confinamos os animais em espaços que julgamos o bastante para eles para que eles vivam como nós vivemos domesticados e sem suas capacidades de sobrevivencia, fadados a uma vida preguiçosa e servindo de distração para garotos gordos da geração fastfood que jogaram a eles migalhas de seus pães e bolos na espera de conquistar alguma reação deles. A verdadeira fera entre os animais somos nós!
“Eu vi os animais descendo a rua
Ouvi seus cantos descendo a rua
Eu vi seus cantos descendo a rua
Eu vi que os animais carregavam
Bandeiras
Eu vi que os animais passaram a
Se julgar animais
Animais Animais Animais Animais”
Tudo o que não compreendemos destruimos, tudo que nos mostra a verdadeira face da humanidade, escondemos, nossa furia animalesca que nos leva ao consumo excessivo de tudo o que nos causa prazer, nossas prioridades perversas de busca de meios para termos nossos prazeres satisfeitos, nossa inveja mal direcionada que nos faz julgar os animais com as nossas regras e medidas, nossa cobiça em conquistar os espaços ainda não explorados embusca de lucros desenfreados, tudo a fim de manter nossos prazeres mundanos, os fatos de caçarmos nossa propria especie por causa de diferenças de pele ou opção de sexo, nossa busca por padrões de perfeição inatingiveis ao inves de viver com o que a natureza nos dá enlouqueceu os animais, e eles decidiram sabiamente voltar a sua selva por mais parca e desmatada que esteja, onde ainda poderiam correr livres e viver como sempre viveram com as regras que julgamos selvagens mas que invariavelmente nos atingem todos os dias... no fim das contas a fera somos realmente nós, pode até haver o erro na concordância mas não no fato que ela representa, afinal é isso que nos difere dos animais.
Musica Animais
(nenhum de nós)
Ouvi seus cantos descendo a rua
Eu vi que os animais carregavam
Bandeiras
Eu vi que os animais se julgavam
Humanos”
Chamamo-nos de humanos, como a maior qualidade do universo, dizemos racionais como nossa maior conquista, nós chamamos de tecnologia toda a nossa irracionalidade e falta de consideração com o ambiente em que vivemos e com as outras criaturas com as quais deveríamos dividir o espaço. Caçamos matamos e desmatamos sem consciência de que ao esgotarmos os recursos naturais do planeta, fatalmente sofreremos as conseqüências. Enfim vivemos não como animais, pois esses só caçam aquilo que vão comer e/ou que ameaçam seus ninhos/filhotes, vivendo em harmonia com a fauna e a flora a seu redor.
“Ouvi ao longe
O salto da fera
A fera entre os animais
E o perigo tão perto
A fera desejou o fim dos animais
A fera atacou com fome voraz
Animais Animais Animais”
Com nossas armas de fogo com nossos carros aviões trens precisamos de mais espaço, com nossas casas condominios predios tecnologias precisamos de mais espaço; com nossos móveis aguas limpas materiais plasticos e afins precisamos de mais espaço, então confinamos os animais em espaços que julgamos o bastante para eles para que eles vivam como nós vivemos domesticados e sem suas capacidades de sobrevivencia, fadados a uma vida preguiçosa e servindo de distração para garotos gordos da geração fastfood que jogaram a eles migalhas de seus pães e bolos na espera de conquistar alguma reação deles. A verdadeira fera entre os animais somos nós!
“Eu vi os animais descendo a rua
Ouvi seus cantos descendo a rua
Eu vi seus cantos descendo a rua
Eu vi que os animais carregavam
Bandeiras
Eu vi que os animais passaram a
Se julgar animais
Animais Animais Animais Animais”
Tudo o que não compreendemos destruimos, tudo que nos mostra a verdadeira face da humanidade, escondemos, nossa furia animalesca que nos leva ao consumo excessivo de tudo o que nos causa prazer, nossas prioridades perversas de busca de meios para termos nossos prazeres satisfeitos, nossa inveja mal direcionada que nos faz julgar os animais com as nossas regras e medidas, nossa cobiça em conquistar os espaços ainda não explorados embusca de lucros desenfreados, tudo a fim de manter nossos prazeres mundanos, os fatos de caçarmos nossa propria especie por causa de diferenças de pele ou opção de sexo, nossa busca por padrões de perfeição inatingiveis ao inves de viver com o que a natureza nos dá enlouqueceu os animais, e eles decidiram sabiamente voltar a sua selva por mais parca e desmatada que esteja, onde ainda poderiam correr livres e viver como sempre viveram com as regras que julgamos selvagens mas que invariavelmente nos atingem todos os dias... no fim das contas a fera somos realmente nós, pode até haver o erro na concordância mas não no fato que ela representa, afinal é isso que nos difere dos animais.
Musica Animais
(nenhum de nós)
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Ontem 07-07-1990 morria Cazuza
Nascido Agenor de Miranda Araújo Neto, não vou discutir como ele viveu não discutir como ele morreu, não vou opinar sobre sua musica, esta é a minha maneira de homenageá-lo e confirmar sua música e minha certeza, ele era um Gênio.
Quem duvida veja:
Blues da Piedade
Composição: Roberto Frejat/Cazuza
Agora eu vou cantar pros miseráveis
Que vagam pelo mundo derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já nascem com cara de abortadas
Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo que não têm
Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas minicertezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia
Pra quem não sabe amar
Fica esperando
Alguém que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem
Quero cantar só para as pessoas fracas
Que tão no mundo e perderam a viagem
Quero cantar o blues
Com o pastor e o bumbo na praça
Vamos pedir piedade
Pois há um incêndio sob a chuva rala
Somos iguais em desgraça
Vamos cantar o blues da piedade
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem
Valeu Cazuza, seguimos orando seu mantra...
Quem duvida veja:
Blues da Piedade
Composição: Roberto Frejat/Cazuza
Agora eu vou cantar pros miseráveis
Que vagam pelo mundo derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já nascem com cara de abortadas
Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo que não têm
Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas minicertezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia
Pra quem não sabe amar
Fica esperando
Alguém que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem
Quero cantar só para as pessoas fracas
Que tão no mundo e perderam a viagem
Quero cantar o blues
Com o pastor e o bumbo na praça
Vamos pedir piedade
Pois há um incêndio sob a chuva rala
Somos iguais em desgraça
Vamos cantar o blues da piedade
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem
Valeu Cazuza, seguimos orando seu mantra...
Falando de música
Vamos pensar um pouco em música, quem realmente gosta do que é chamado de funk carioca? O que este tipo de música representa, e ou trás para a gente, o que tais músicas, letras e melodias representam para a cultura do país, a meu ver NADA! Isso mesmo caro amigo nada, a não ser a deturpação dos valores que aprendemos a respeitar, é à volta da banalização da mulher, Arnaldo Jabour já teceu suas teorias a respeito de tal banalização, mas agora ela é acompanhada pela exploração da sexualidade e de tabus que hoje não representam mais nada a tais seres que exploram sua sexualidade em busca de uma fama que só é mantida através de programas exploratórios também e sensacionalistas, o que gera um ciclo perpétuo de auto-exploração onde ambos buscam o reconhecimento da mídia e da população desviando sua atenção do real objetivo da cultura, que é enriquecer um país. Tome os exemplos de Zé Ramalho, Elba Ramalho, Chitãozinho e Chororó e Roberto e Erasmo Carlos, engenheiros do Hawaii, nenhum de nós, Gabriel pensador e Marcelo D2, entre outros que se preocupam com o que suas letras vão passar para cada ouvinte e como usá-la como uma ferramenta de questionamento ao mesmo tempo em que nos entretém fazendo pensar que não há nenhuma subjetividade em seu contexto, “não é belo todo e qualquer mistério? O maior segredo é não haver mistério algum” – Renato Russo.
Existem no Brasil, bem como no mundo diversos tipos de gêneros musicais, e existem para cada gênero um público consumidor característico, punks, metaleiros e emos são exemplos do rock, sambistas pagodeiros e de raiz, dentro do samba, rappers e mcs dentro do rap, sertanejos, forrozeiros, e agora os funkeiros, dentro exclusivamente do funk carioca. Sem generalização tem funkeiros que prezam o que cantam e tentam passar uma mensagem com suas letras, e tem aqueles aventureiros que querem explorar o mercado saturado da sexualidade musical expondo nossas crianças e adolescentes ao sexo e à violência, da mesma forma que a televisão, mas para a televisão foi criado o sistema etário que indica quais programas são indicados para quais faixas etárias permitindo um pequeno controle sobre o que tais jovens assistem na internet também já tem filtros de conteúdos que permitem um controle sobre o que é acessado por quem, mas e nas rádios e as músicas que incitam a sexualidade de “novinhas”, que dizem que o bom é “ir ao baile sem calcinha” e “para ver o negão”, ou os tais “proibidão” que fazem claramente uma apologia ao crime organizado carioca e paulista, bem não julgo quem gosta de tais músicas, pois as que eu gosto a maioria das pessoas também não gostam, mas quando ouço tais “podreiras” nas rádios ou vejo tais artistas na TV, me dá uma saudade do Claudinho e buchecha.
Existem no Brasil, bem como no mundo diversos tipos de gêneros musicais, e existem para cada gênero um público consumidor característico, punks, metaleiros e emos são exemplos do rock, sambistas pagodeiros e de raiz, dentro do samba, rappers e mcs dentro do rap, sertanejos, forrozeiros, e agora os funkeiros, dentro exclusivamente do funk carioca. Sem generalização tem funkeiros que prezam o que cantam e tentam passar uma mensagem com suas letras, e tem aqueles aventureiros que querem explorar o mercado saturado da sexualidade musical expondo nossas crianças e adolescentes ao sexo e à violência, da mesma forma que a televisão, mas para a televisão foi criado o sistema etário que indica quais programas são indicados para quais faixas etárias permitindo um pequeno controle sobre o que tais jovens assistem na internet também já tem filtros de conteúdos que permitem um controle sobre o que é acessado por quem, mas e nas rádios e as músicas que incitam a sexualidade de “novinhas”, que dizem que o bom é “ir ao baile sem calcinha” e “para ver o negão”, ou os tais “proibidão” que fazem claramente uma apologia ao crime organizado carioca e paulista, bem não julgo quem gosta de tais músicas, pois as que eu gosto a maioria das pessoas também não gostam, mas quando ouço tais “podreiras” nas rádios ou vejo tais artistas na TV, me dá uma saudade do Claudinho e buchecha.
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